Que tamanho eu possuo?
Tanta posse me converteu em medida,
fosse toda nossa pose de comédia,
nossa graça foi toda vendida,
o preço foi uma tragédia...
na verdade foi perdida...
não houve nem despedida!
Que tamanho possuo eu?
Meu Deus por que fui ser tão pequeno,
pudera ser pior desventura que a minha,
na qualidade de um pensamento obsceno,
se desvendar a justiça que a mim caminha.
É mentira!
Gritavam premissas!
Gritavam problemas!
Gritavam só o que não devia ser gritado,
porque o que devia,
se proibia,
já diz o velho ditado,
se fosse cu não era dado
tomavam cuidado,
com quem viam nu,
existia a lenda do pênis quadrado,
hoje já desencaretaram,
por várias facetas,
não só aceitaram,
apenas,
se venderam até no mercado
Deus,
que pena.
Que tamanho é possuido por mim?
Acho que um tamanho válido...
Caí de costas, meu rosto pálido
revelou-me notas,
harmoniosas,
sobre que tamanho eu posso ocupar,
se não é o que dizem nas ruas,
que devo me enxugar,
esconder as rugas,
e me tratar,
trabalhar,
e
maltratar
os outros!
Acho que é mais válido
que eu ocupe tudo que é vazio
Acho que o que é cálido
não se lê na Europa, sentindo frio
Acho mais válido
que o que seja pra cá lido
não se dê mais nota,
O conhecimento é híbrido,
Voltado em sentido horário,
eu reflito:
pro lado de quem giram as horas?
É triste, transformaram o tempo em dinheiro
mas o tempo, esse tem várias dimensões
o dinheiro só tem duas.
COMPANHEIROS,
é a que compra mansões
e uma casa na lua!
enquanto não há mais canções
pra quem dorme na rua...
Lukas Pessoa
Dez 2011