Já foi-se o tempo em que a arte era bela
Hoje deve ser feia, estranha,
descer engasgada
a arte, seja na calçada, ou na tela
complexa como teia de aranha
simples como jogo da velha
a nossa arte, deve escarrar na novela
o nosso amor, que já faz parte
se tece em suavidade...
perdemos o pudor, maldizemos,
desmistificamos,
a verdade.
a exploração é o nosso sofrimento conjunto,
o mercado é a nossa cadeia,
e nas cédulas que produz o banco central
morre nosso sonho,
nossa sensibilidade,
nossos instintos,
o ser humano já está extinto.
Tem sorte aquele que ainda é humano
mais ainda aquele que ainda é ser...
e a minha fé...
vai pros que ainda sonham crescer!
Lukas Pessoa
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